O que a falta de vitamina D pode causar? Guia completo sobre sintomas, riscos e cuidados

vitamina D

A vitamina d é um dos nutrientes mais importantes para o funcionamento adequado do corpo humano. Apesar de ser chamada de vitamina, ela atua como um hormônio essencial, influenciando desde a saúde óssea até o sistema imunológico, humor, músculos e até mesmo o metabolismo. No entanto, a deficiência de vitamina D é extremamente comum em todo o mundo, especialmente entre pessoas que passam muito tempo em ambientes fechados, utilizam protetor solar constantemente, vivem em locais com pouca exposição solar ou possuem pele mais escura.

A falta desse nutriente traz consequências que podem ser leves no início, mas que evoluem para problemas sérios quando não tratadas. Neste artigo completo, você aprenderá o que a falta de vitamina D pode causar, por que ela é tão essencial, como identificar sintomas de deficiência, quem corre maior risco e quais medidas adotar para evitar complicações.

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Por que a vitamina D é tão importante?

A vitamina d possui funções fundamentais no organismo, e muitas delas são desconhecidas pela maioria das pessoas. Entre os papéis mais importantes, destacam-se:

✔ Regulação da absorção de cálcio e fósforo

É a vitamina responsável por fazer com que o cálcio dos alimentos seja realmente absorvido. Sem ela, não há ossos fortes.

✔ Saúde do sistema imunológico

Ela ajuda a ativar células de defesa e a reduzir inflamações, contribuindo para a prevenção de infecções.

✔ Funcionamento muscular

A vitamina D influencia a força e o desempenho muscular.

✔ Saúde mental

Níveis adequados estão associados a menor risco de depressão e melhor estabilidade emocional.

✔ Regulação hormonal

A vitamina atua como um hormônio que modula processos metabólicos e endócrinos.

Por ser tão importante, qualquer deficiência pode desencadear sintomas amplos, envolvendo diversos órgãos e sistemas.

O que causa a falta de vitamina D?

Antes de entender os problemas decorrentes da deficiência, é essencial saber o que provoca a queda dos níveis desse nutriente.

As causas mais comuns incluem:

1. Pouca exposição ao sol

O corpo produz vitamina d quando a pele é exposta aos raios UVB. Ficar muito tempo em ambientes fechados reduz drasticamente a produção.

2. Uso excessivo de protetor solar

Embora necessário para prevenir câncer de pele, o protetor impede quase totalmente a produção de vitamina D.

3. Pele mais escura

Pessoas com maior quantidade de melanina precisam de mais tempo de exposição ao sol para produzir a mesma quantidade que pessoas de pele clara.

4. Idade avançada

Com o envelhecimento, a pele produz menos vitamina D.

5. Obesidade

A vitamina se acumula no tecido adiposo, dificultando sua circulação na corrente sanguínea.

6. Má absorção intestinal

Doenças como celíaca, Crohn, gastrite atrófica e cirurgias bariátricas prejudicam a absorção.

7. Problemas no fígado ou rins

Esses órgãos fazem a conversão da vitamina para a forma ativa. Quando não funcionam bem, a produção cai.

O que a falta de vitamina D pode causar?

Agora, vamos ao ponto principal: os efeitos concretos da deficiência de vitamina D no organismo. A ausência ou baixa concentração desse nutriente pode afetar diversos sistemas do corpo.

Fraqueza muscular e cansaço extremo

A vitamina d tem papel direto na contração muscular e na produção de energia. Por isso, sua falta pode causar:

  • cansaço constante
  • perda de força
  • dificuldade para treinar
  • sensação de peso nas pernas
  • dores musculares frequentes

Esse é um dos primeiros sinais relatados por quem tem deficiência.

Dor nos ossos e risco de osteoporose

Sem vitamina D, o corpo não consegue absorver cálcio de forma eficiente, o que traz consequências graves:

✔ dor nos ossos

✔ maior risco de fraturas

✔ osteopenia

✔ osteoporose

✔ deformidades ósseas (em casos graves)

Em crianças, a deficiência pode causar raquitismo, que leva a deformações nas pernas e atraso no crescimento. Em adultos, o problema é chamado de osteomalácia, caracterizado por ossos fracos e doloridos.

Baixa imunidade

A vitamina d é considerada um dos “reguladores naturais” do sistema imunológico. Sua falta aumenta o risco de:

  • gripes e resfriados recorrentes
  • infecções virais
  • infecções bacterianas
  • processos inflamatórios crônicos
  • doenças autoimunes

Estudos apontam que baixos níveis estão relacionados a maior risco de doenças como esclerose múltipla, diabetes tipo 1 e artrite reumatoide.

Depressão, ansiedade e alterações de humor

A vitamina D atua na produção de serotonina e dopamina, neurotransmissores relacionados ao bem-estar e à motivação. A deficiência pode contribuir para:

  • tristeza persistente
  • irritabilidade
  • alterações de humor
  • sintomas de ansiedade
  • risco aumentado de depressão

Não é raro especialistas recomendarem a avaliação da vitamina d em pacientes com depressão resistente ao tratamento.

Queda de cabelo

A falta da vitamina prejudica a renovação celular do couro cabeludo, podendo causar:

  • queda intensa
  • fios mais fracos
  • crescimento mais lento

Mulheres com alopecia muitas vezes apresentam deficiência significativa.

Problemas cardiovasculares

A vitamina D exerce função anti-inflamatória e auxilia na regulação da pressão arterial. Baixos níveis aumentam o risco de:

  • hipertensão
  • insuficiência cardíaca
  • aterosclerose
  • infartos
  • AVC

Seu papel na saúde do coração vem sendo cada vez mais estudado.

Alterações hormonais

A vitamina d influencia diretamente o funcionamento de glândulas importantes. A deficiência pode causar:

  • irregularidade menstrual
  • piora da TPM
  • queda da testosterona
  • problemas na fertilidade

Muitas mulheres com SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) também apresentam baixos níveis da vitamina.

Aumento de peso e dificuldade para emagrecer

Sem vitamina D, o metabolismo desacelera e o corpo tende a armazenar mais gordura. Isso pode resultar em:

  • acúmulo de gordura abdominal
  • redução da sensibilidade à insulina
  • maior fome
  • dificuldade para perder peso

Por isso, a correção da deficiência pode ajudar nos resultados de reeducação alimentar.

Dificuldade de concentração e falhas de memória

A vitamina participa da comunicação entre as células do cérebro. Sua falta pode causar:

  • lapsos de memória
  • dificuldade de foco
  • raciocínio lento
  • sensação de “mente cansada”

É comum pacientes relatarem melhora cognitiva após normalizar os níveis.

Quem tem mais risco de sofrer com deficiência?

Alguns grupos têm maior probabilidade de apresentar falta de vitamina D:

  • pessoas que trabalham em ambientes fechados
  • idosos
  • obesos
  • mulheres no pós-menopausa
  • pessoas com pele escura
  • quem usa protetor solar diariamente
  • indivíduos que evitam exposição solar
  • pessoas que fizeram cirurgia bariátrica
  • pacientes com doenças intestinais ou autoimunes

Para esses grupos, exames regulares são recomendados.

Como descobrir se você está com falta de vitamina D?

A única maneira precisa de diagnosticar deficiência é através do exame de sangue 25(OH)D, que identifica o nível da vitamina no organismo.

Os valores mais aceitos são:

  • < 20 ng/mL → deficiência
  • 20 a 30 ng/mL → insuficiência
  • 30 a 60 ng/mL → ideal
  • > 100 ng/mL → risco de toxicidade

Sempre é recomendado interpretar os resultados com um profissional de saúde.

Como corrigir a falta de vitamina D?

A reposição pode incluir:

Exposição solar correta

  • 10 a 20 minutos por dia
  • braços e pernas expostos
  • sem protetor solar nesse curto período
  • horários seguros: antes das 10h ou após 16h

Esse hábito já aumenta consideravelmente a produção natural.

Suplementação

O profissional pode indicar suplementos em gotas, cápsulas ou comprimidos, com doses variando de:

  • 1000 UI a 10.000 UI por dia, dependendo da deficiência
  • Em casos graves, pode ser necessária reposição semanal com doses maiores

Jamais deve-se suplementar sem orientação, pois a vitamina d pode causar toxicidade quando usada de forma inadequada.

Alimentação

Embora pouca, existe vitamina D em alimentos como:

  • salmão
  • sardinha
  • gema de ovo
  • óleo de fígado de bacalhau
  • leite fortificado

Não é suficiente para corrigir deficiência grave, mas ajuda na manutenção.

O que acontece se a deficiência não for tratada?

Quando a falta de vitamina D se prolonga por meses ou anos, as consequências podem ser severas:

  • maior risco de fraturas
  • fraqueza muscular constante
  • envelhecimento precoce
  • doenças autoimunes
  • problemas cardíacos
  • depressão crônica
  • osteoporose avançada
  • dificuldade respiratória
  • maior predisposição a infecções

Por isso, identificar e corrigir a deficiência a tempo é fundamental.

Conclusão

A vitamina d é um nutriente essencial que influencia praticamente todas as funções importantes do corpo — do sistema ósseo à imunidade, do humor ao desempenho muscular. A falta dela pode causar problemas simples, como cansaço, mas também doenças graves como osteoporose, depressão e alterações cardiovasculares.

Felizmente, a deficiência pode ser facilmente diagnosticada e tratada com exposição solar controlada, suplementação orientada e acompanhamento médico. Manter bons níveis de vitamina d é uma das formas mais eficazes de garantir saúde, energia, imunidade forte e qualidade de vida.

Fonte imagem - gemini.google.com

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